sábado, 25 de março de 2017

É possível crescer sem suporte?

Antes de mais nada quero dizer que eu sei já faz um bom tempo que eu não atualizo o blog. Eu sempre prometo voltar em breve, mas as vezes o breve não é tão breve, então eu não vou mais fazer promessas, vamos trabalhar com o talvez.

Sobre o título dessa postagem. Espere questionamentos e no máximo um reflexãozinha,  eu acho que é igualmente válido!

Eu tenho 19 anos, eu cometi erros, meti os pés pelas mãos incontáveis vezes, fiz tudo errado de tantas maneiras diferentes que se fosse contar isso aqui viraria um livro (que eu pretendo mesmo escrever um dia).

Acontece que existe uma sociedade, composta por indivíduos que não estão interessados nos seus erros, muito menos no que você aprendeu com eles, eles estão prontos para exigir e só vão aceitar seus acertos.

Mas venha cá Ton, nessa vida não é necessário cometer erros, aprender com eles e se superar? Eu respondo, sim. É muito bom e necessário mas, eles não se importam e vão sempre ter aquela atitude tóxica de ignorar seu tempo pessoal e estabelecer um prazo padrão para que você realize algo.

Essa galera pode ser qualquer um nos âmbitos, familiar, profissional, na sua roda de amigos e inclusive você pode representar essa galera exigente pra outras pessoas.

Na minha visão todo ser tem direito a sua individualidade,  nem todas as flores desabrocham na primavera, cada um tem seu próprio tempo.

Eu sei que não sociedade em que nós vivemos, render resultados é muitas vezes questão de sobrevivência mas isso não é desculpa pra ser tóxico com o coleguinha.

Nessa vida todos estamos passando por lutas e dificuldades, você não pode julgar inexistentes os problemas de alguém só porque você não os vê.

O nome disso que eu tô tentando descrever aqui é, empatia. Nada mais é do que a habilidade de se colocar no lugar do outro, e mesmo quando você não entender a situação particular de alguém, ter respeito é fundamental para não gerar mais carga nas costas de alguém que possivelmente já carrega muitos fardos.

Não espere o erro pra apontar o dedo, faça sugestões e critícas construtivas, não espere a queda pra estender a mão e ajudar. E eu preciso citar uma frase incrível que eu ouvi dia desses, eu comecei a assistir um show muito popular chamado "RuPaul's Drag Race " e na quinta temporada uma participante, a Jinkx Moonsoon, disse "Não perca tempo tentando impressionar pessoas que não vão te aceitar como você é " e foi uma das coisas mais legais que eu ouvi essa semana e precisava compartilhar com vocês.

Todos estamos aqui pra aprender a lidar, não haja como se soubesse de tudo, deixe que os erros sejam cometidos e os aprendizados sejam colhidos, NÃO SEJAM TÓXICOS!

Eu passei a cortar as pessoas tóxicas da minha vida, queria dizer que sim, eu estou melhor assim, por mais que alguns achem que não. Já dizia Frida Khalo, onde não puderes amar não te demores, essa pra mim é uma das premissas da vida. Onde eu não sinto que estou permutando amor e sentimentos bons, eu não faço questão de ficar.

Afinal pra crescer (pra quem ainda não entendeu eu não estou falando de poder aquisitivo e bens a materiais) é necessário ter apoio, é preciso ter suporte e acompanhamento, pessoas que te compreendam, pessoas em quem confiar, onde não tiver isso, não fique.

Se não tiver apoio em casa, por mais que tenha aquele frio na barriga e medo de se arrepender, saia vá procurar quem te apóie, quem compre suas brigas.

Se o emprego tiver sufocando seus sonhos, por mais que você precise da grana, se organize e procure algo que valorize melhor suas habilidades, não fique onde suas asas sejam cortadas e sim onde você você seja auxiliado a projetar seu vôo.

Por enquanto, that's all floks!!! Volto quando eu tiver mais coisa pra reclamar!



                                                                         Ton.



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ovos, maçãs e empadões

Ontem eu estava me preparando pra sair mas enquanto eu me arrumava, eu e minha mãe conversávamos. Eu não lembro muito bem como a conversa chegou nesse ponto mas minha mãe me perguntou -Ei, qual foi o primeiro desejo que você realizou com seu primeiro salário? Parei pra refletir, em poucos segundos as imagens começaram a se formar na minha cabeça. 

Eu vi um Antonio ainda mais jovem, pra ser mais exato com 14 anos de idade, que assim que entrou no ensino médio saiu em busca de estágio, eu me vi saindo daquela sala comercial naquele grande prédio no bairro do Comércio aqui em Salvador, no meu bolso estavam os primeiros 300 reais conquistados por mérito e trabalho. Lembro de andar e parar diante das vitrines de uma padaria da esquina, parei e realizei aquele que tinha sido meu desejo todos os dias naquele primeiro mês de trabalho, comprei o mais bonito empadão, foi como comer um pedaço de nuvem, eu queria levar no mínimo mais cinco pra comer em casa, porém aquele dinheiro já tinha outros compromissos.

Respondida a pergunta de minha mãe, ela me relatou como foi pra ela essa mesma experiência, ela tinha por volta de 16 anos e tomava conta de um casal de bebês chineses, ela conta que assim que pegou o primeiro pagamento, realizou aquele que era o maior sonho de uma adolescente, uma das filhas mais velhas de uma prole de 8, comeu a primeira maçã inteira sozinha.

Após contar nostálgica com foi a experiência dela, ela lembrou que minha avó também tinha um sonho de consumo, mais simples que o dela e infinitamente mais simples que o meu, minha vó desejava conseguir comer um ovo inteiro sozinha, um simples ovo.

Eu terminei de me arrumar pra sair,  e durante todo o dia aquela reflexão feita em conjunto com minha mãe me acompanhou, não pude deixar de perceber que mesmo pertencentes a gerações diferentes, eu,minha mãe e minha vó, temos algo em comum, o desejo de realizar desejos.

Pobres, fomos, somos e seremos, pobres de dinheiro no caso, os sonhos que nós temos vão além de simples sonhos de consumo, vão além de ovos, maçãs e empadões. Mas quantos sonhos não foram, ainda são e serão frustrados durante gerações porque apenas são colocados ao alcance de nossos braços bens de consumo?

Porque minha vó estava trabalhando e não estudando desde tão nova? E minha mãe porque ela estava cuidando dos filhos de outras pessoas na idade em que ela deveria estar cuidando de si mesma? E eu, porque eu tive que estar trabalhando desde cedo ao invés de me dedicar integralmente aos meus estudos?

O que está acima disso tudo? O que essas coisas tem em comum? Não é suspeito que essas coisas se repitam na mesma família? Eu sei que minha mãe tem sonhos maiores que uma maçã, eu sei que minha vó tem sonhos maiores que um ovo e eu tenho sonhos maiores que um empadão.

E foi difícil pra elas levar a vida, ter dignidade perante a sociedade tem um preço alto e infelizmente para as pessoas pobres esse preço tem sido os próprios sonhos, eu quero ir além do que aqueles que vieram antes de mim foram, não pra inferiorizá-los mas para mostrá-los que valeu a pena e que eu lamento que eles tenham tido que fazer tamanho sacrifício, mas valeu a pena pois eu quebrei esse ciclo vicioso e abri caminho para os que virão depois de mim.

Sonhos não são produtos e nem o tempo consome  os sonhos, a saúde, a sanidade e a esperança das pessoas não podem ser colocadas à venda, eu sei que a minha perseverança significa força e força para os meus, para aqueles que vieram do mesmo lugar que eu, eu resisto porque quero que eles saibam que podem ir a qualquer lugar que quiserem, que podem conquistar mais que ovos, maçãs e empadões.

Antonio.

sábado, 12 de novembro de 2016

19

De repente você está a pouco menos de um mês do seu aniversário de 19 anos e começa a se perguntar, o que essa data realmente significa pra mim?

Por um lado existe o orgulho por ter sobrevivido, resistir todo esse tempo é motivo pra comemorar. Quantos e quantas aqui muito infelizmente não chegaram aos 18, quantos não chegarão?

Por outro lado, os dias são pesados e carregar peso cansa, você olha pra frente e vê que ainda tem muito chão pra caminhar, será que os pés já bastante cansados e calejados conseguirão continuar essa caminhada?

Esses dias eu li em algum lugar que a gente só é realmente feliz se temos com quem compartilhar nossa felicidade. Mas e quanto os problemas, as dores e as angústias será que existem pessoas verdadeiramente interessadas em fazer essas trocas?

Eu não gosto de soar desesperançoso, eu sempre me preocupo em ter uma atitude positiva diante de qualquer situação que se apresente a mim, mas eu preciso externar de alguma forma que os dias que estão por vir e o que eles me reservam me enchem de preocupação, será que vou dar conta?

Mais do que apenas sobreviver, eu quero viver e reviver, eu quero sonhar e realizar, eu quero que os meus dias sejam cheios de inspiração e pra isso eu tô fazendo minha parte, o resto é sorte eu acho.


Antonio.

domingo, 30 de outubro de 2016

Se não foi postado não foi vivido?

Oi pessoas, tudo bonzinho com vocês? Eu realmente espero que sim! No próximo fim de semana, vai acontecer o ENEM e alguns amigos resolveram sair pra relaxar, afinal 2016 não tem sido um ano fácil pra ninguém e acaba se tornando bom e necessário dar uma extravasada, eu acabei não indo por motivos de: Preguiça, muita preguiça.

Eles foram num pub aqui da cidade onde uma banda alternativa iria se apresentar, hoje de manhã, umas das amigas que foram no rolê me mandou aquela clássica mensagem "Foi ótimo, só faltou você!" conversa vai conversa vem, ela comentou que eles ficaram fazendo um esquenta do lado de fora do pub e acabaram entrando um pouco tarde e ficaram longe da banda...

Estaria tudo tranquilo se não fosse o fato de que era impossível enxergar qualquer coisa pois haviam muitos celulares erguidos, as pessoas estavam gravando a apresentação. Agora eu quero que você pare um pouquinho e pense, quantas vezes nos últimos anos você presenciou cenas parecidas?

Eu mesmo já fui em shows e filmei as apresentações e nunca mais assisti aqueles vídeos novamente, eles estão juntando poeira em algum lugar aleatório do meu hd, alguns pessoas filmam pra depois, ou até mesmo simultaneamente postar nas redes sociais.

Eu até compreendo que muitos eventos hoje em dia utilizam ferramentas de interatividade que pedem a utilização desses recursos, é até bem legal nesse caso, uma forma de fazer a platéia participar no show e é claro que todo mundo tem direito de guardar pra si as memórias que quiser, mas no caso relatado por minha amiga, onde se tratava de um evento relativamente pequeno, fica difícil entender porque ao invés de curtir o momento as pessoas estão tão preocupadas em registrá-lo.

Em shows de Kpop é muito comum a utilização de uma adereço chamado "lightstick"
que serve pra colorir a platéia e demonstração de apoio ao grupo que está se apresentando por parte dos fãs 

Na minha concepção, você pode registrar um milhão de imagens, fazer milhares de posts em todas as redes sociais, mas nenhum registro é maior e mais forte que a certeza de ter vivido aquilo, naquele lugar, com aquelas pessoas, que danem-se os likes, um momento não pode ser capturado, se você não se permite vivê-lo ele infelizmente passou.

Era só isso mesmo, eu precisava falar, por mais bobo que pareça esse assunto ficou me incomodando o dia inteiro, talvez com um pouco mais de tempo eu fizesse uma reflexão mais profunda, mas por enquanto é isso mesmo, valeu <3

Antonio.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Sobre cortar laços

Tradução: Fique longe de pessoas
 que fazem você se sentir difícil de amar.
Esse texto me surgiu a partir de duas imagens achadas aleatoriamente na internet, mas também é baseado em experiências pessoais recentes, eu queria compartilhar com vocês o que penso sobre esse momento/ato de cortar laços e também as imagens é claro!

Eu já disse aqui no blog, repito mais uma vez a vida é melhor quando a felicidade é compartilhada! Mas é preciso fazer uma observação, não devemos compartilhar apenas os momentos felizes da nossa vida e experimentarmos sozinhos os momentos de angústia, tristeza, desesperança. NUNCA DE JEITO NENHUM.

A vida é mais gostosa quando estamos cercados de amigos, mas a vida continua sendo uma delícia quando estamos sozinhos com nossos problemas? Acho difícil suportar carregar o fardo sozinho sem dividir o peso de vez em quando, falo isso pois sou uma pessoa que não sabe dividir os problemas com ninguém (Meu Marte em Capricórnio).

Muitas vezes nos vemos cercado de pessoas e ainda assim sozinhos, conversando com alguns amigos eu percebi que isso é bastante comum. Não faz muito tempo que meu avô nos deixou e nos três anos de doença que ele passou, poucos amigos de bar dele foram visitá-lo, é compreensível, afinal a vida segue, uns ficam doentes, outros vão a falência e ninguém tem uma real obrigação de lidar com nossas dificuldades junto com a gente.

Amizade, não é sobre assumir compromissos, não existe contratos a serem assinados quando se trata de sentimentos. Quando se trata de sentir, ou você se sente bem ou você se sente mal ao lado de algumas pessoas e nós costumamos nos aproximar daqueles que nos fazem bem e queremos ficar ali, pois exite conforto, porém quando surgem as turbulências da vida muitas vezes escolhemos guardar tudo e não dividir afinal não queremos incomodar ninguém.

E se o seu circulo de amigos não te parece um ambiente tranquilo de compartilhar seus perrengues, talvez seja o momento de para e analisar quem realmente são aquelas pessoas na sua vida. Eu já passei horas pensando se era seguro compartilhar uma preocupação minha com alguém, a gente não quer ser julgado quando abre o coração, ninguém quer incomodar  afinal todos temos problemas não é verdade?!

Tradução:Quando uma pessoa tóxica já não pode te controlar, ela vai tentar controlar a forma como os outros o vêem.
A desinformação vai soar injusta, mas permaneça acima disso, confiando que outras pessoas acabarão por ver a verdade, assim com o você fez.
Então não se sinta mal por precisar se afastar um pouco pra se resolver, não precisa ficar justificando essa postura pra ninguém não, as vezes é necessário cortar laços tóxicos, eu sei que o momento mais doloroso é reconhecer esses laços, mas quanto antes você conseguir identificá-los mas rápido vai ser o processo de cura das relações que te forem danosas.

Já dizia Frida Khalo "Onde não puder amar, não te demores" e vale o retorno onde não for amado, compreendido ainda que nas ausências necessárias, não faça questão de estar, corte esses laços, pois não vale manter relacionamentos onde você se esforça muito pra ser ouvido, onde não existe reciprocidade.

A tal da reciprocidade é outra questão muito importante, eu particularmente acredito que não devemos fazer nada por alguém esperando algo em troca, isso é horrível. Mas sabemos que amor, amizade, paixão funciona muito melhor quando ela existe, porém reciprocidade não é algo que se deve cobrar de ninguém, ou ela existe ou não existe, e quando não existe é complicado...

Cortar laços não é o fim, não significa solidão eterna, talvez signifique uma abertura de espaço pra viver novas experiências com novas pessoas. Então faça o que tem que ser feito, não deixe a consciência pesar, todo pesar é passageiro, são em momentos como esse que podem nos aparecer os grandes amigos, os grandes amores, ESPERANÇA!


Antonio.




segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Vamos conversar sobre bullying

Oi pessoas, tudo belezinha?! Eu espero que sim! Eu vim aqui hoje falar sobre algo que durante muito tempo da minha vida, especialmente na infância e pré-adolescência me atormentou e por incrível que pareça essas semanas eu senti na pele novamente, a diferença é que dessa vez veio em forma de discurso de ódio e não sob a forma de implicância infantil, acho que a gente consegue fazer uma paralelo entre as duas coisas e é isso que eu vou tentar nesse post.

Pra começar é inevitável falar sobre como foi minha infância e que tipo de criança eu fui, criado a maior parte do tempo pela minha família materna, numa casa de  3 quartos e uma laje batida, dividida por 10 pessoas, Eu, minha mãe, minhas 5 tias, meus 2 tios, meu vô e minha vó.

A maior parte do tempo eu passava na companhia das mulheres da casa, elas que me educaram e contribuíram na minha formação de caráter, naturalmente eu absorvi alguns vícios comportamentais e trejeitos lidos como "femininos", isso foi motivo pra sofrer bullying dentro do meu bairro e escola.

Minha mãe foi empregada doméstica durante toda minha infância, aconteciam alguns eventos e a patroa pedia que ela dormisse no trabalho, ou até mesmo me convidava para eventos do condomínio, tais como dia das crianças, são joão, nesses eventos eu me misturava com as crianças que residiam lá, e tudo corria bem, até algumas delas notarem que eu não pertencia ao mesmo universo e me perguntavam "Qual o seu andar?" e no desenrolar da minha explicação, de que eu não morava ali que eu era filho da empregada do 603, o tratamento mudava, normalmente eles começavam a me isolar.

Quando eu tinha 10 anos e estava fazendo a 5ª série, eu mudei prum colégio um pouco mais longe de casa, sob alertas de toda a minha família de como esse colégio podia ser diferente dos outros, o que me assustou até porque os outros colégios não tinham sido uma experiência muito boa.

Mas eles estavam certos, nesse colégio, eu recebi os piores apelidos, tomei as piores surras e uma certa vez fui perseguido por alguns garotos até quase em casa, esse ocorrido proporcionou uma troca de turno e a primeira e única vez que meu pai foi num a reunião do colégio.

A postura que meus pais tomaram além da mudança de turno, foi me pedir que eu mudasse de comportamento, nas palavras do meu pai "Você precisa se plantar" se plantar seria fazer pose de durão, na cabeça dele isso iria me livrar de ser alvo de agressões, mas na real o problema não era meu comportamento, o problema nunca esteve em mim...

Tudo isso me fez uma criança sem amigos na minha rua, e no colégio eu não me sentia confortável de me aproximar de ninguém, as coisas melhoraram com a mudança de turno, mas como já era final de ano e eu tinha me isolado eu nunca poderei dizer como aquelas crianças me tratariam se eu fosse como eu era.

Um pouco mais tarde na minha vida escolar esse bullying ficou mais explícito, não tinha um único dia que eu não levasse tapas na nunca e ouvisse coisas como "viadinho" ou "Baleia fora d'agua", isso tudo melhorou quando na sétima e oitava série eu comecei a fazer amigos, essas pessoas não se importavam se eu era o gordo que andava rebolando, eles me aceitavam, me incluíam, riam comigo e faziam os meus dias felizes e ainda hoje tenho essas pessoas como amigos!

Os meninos que me zoavam e me agrediam, cresceram e em sua grande maioria, se transformaram em homens LGBTfóbicos, racistas, gordofóbicos e se eu deixar eles vão continuar a implicar comigo, mas eu aprendi a passar sem dar bola para as provocações deles. Eu sei que uma parcela do meu bairro pensa que eu sou metido e esnobe, mas é que fica muito difícil não lembrar do quão pesada eles tornaram minha existência e tentar ser amigo dessas pessoas fica meio inviável.

Quem me conhece melhor, até mesmo dentro do bairro, sabe que eu sou qualquer coisa menos metido e esnobe, é que a  perspectiva deles fica embaçada por todos os conceitos deturpados que eles criaram sobre pessoas que são como eu sou...

Eu quero deixar um recado pra todos vocês que possam ter passado ou estão passando por situação parecida, eu sei que ser tratado mal só por ser diferente de alguma maneira é uma bosta, mas eu posso dizer por experiência própria que passa, vai passar! Existe esperança! Eu sofri bastante, e ainda existem pessoas com corações ruins, pais que passam seus preconceitos pros filhos e se omitem diante das consequências disso, mas hoje eu sou um cara muito melhor resolvido comigo mesmo e cheio de amigos e muita felicidade compartilhada! 

Pra não ficar só nas minhas palavras, eu vou deixar aqui o maior hino de autoestima e autoaceitação dessa década, com vocês Born This Way da Lady Gaga (Tá legendadinho em português pra você que não manja inglês poder acompanhar a letra <3)



Antônio.


domingo, 2 de outubro de 2016

Relatos de um domingo de eleição municipal

Oi meninas hoje eu vim aqui dá dicas de como reutilizar santinho de político de forma artesanal.
Brincadeirinhas de lado, tamo aqui sentado no computador depois de ter exercido  o direito do votERROR. Acordei cedinho com minha mãe me chamando pra ganhar 40 reais panfletando pra político, enrolei ela e não fui, me arrumei e fui votar. 

Saindo de casa o clima de caos estava estabelecido, milhares de santinhos espalhados pelo chão, um punhado de nomes desconhecidos acompanhados de números espalhados pelas paredes, ruas congestionadas, pagodão comendo no centro, churrasco e cerveja pra todo o lado. 

Me dirigi à minha zona eleitoral, com o pensamento de votar nulo, até porque nenhuma das opções de candidatos me representa. 

Feito meu voto eu caminhei até a outra extremidade do meu bairro, casa de minha vó, e aqui não tá diferente de lá de casa, pelo menos eu pude sentar no computador e ficar rindo com os memes de gente escorregando nos santinhos a tarde inteira.

Tirando todos os transtornos comuns dessa época de eleição, é um domingo típico, cheio de tédio e daquela preguiça típica que os domingos costumam ter.

Pra não ficar apenas nessas poucas palavras, de um menino esgotado pelas poluições eleitorais de todos os tipos, eu vou deixar com vocês minha mais recente descoberta, eu assisto dorama (novelas, séries, filmes, produções asiáticas em geral) e descobri que um dos meus doramas tem uma musiquinha maravilhosa na trilha sonora, essa musiquinha é acompanhada de um videoclipe hiper fofo <3


O nome do dorama é Heroin e quem quiser ver é só clicar aqui!

Um abração <3



Antônio.